"Então é Natal": 7 dicas para evitar a dezembrite
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Que fique claro, acho importante tomar as decisões necessárias para realizar o que planejamos, mas o ponto aqui é a pressão – muitas vezes, de terceiros – para prestar contas, sabe? Dito isso, tem toda uma pressão da ‘síndrome de fofurice’. Você pode até não entender o nome, mas com certeza vai reconhecer as situações nos exemplos a seguir.
Dezembrite
É aquele colega antipático e pouco colaborativo que no dia da festa da empresa torna-se a pessoa mais agradável do escritório. Pode ser também aquela pessoa fofoqueira e maldosa do grupo que na confraternização de fim de ano se transforma num anjo de candura. Ou pode ser ainda aquela pessoa da família que faz intriga na vida de todos durante 363 dias por ano, exceto na festa de Natal e na festa de Ano Novo porque nesses dois dias a pessoa transborda simpatia, carinho e compreensão. É a ‘síndrome de fofurice’ dando seus sinais.
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Ninguém quer se passar pelo vilão da história. Por isso, nas festas e celebrações todo mundo é só cordialidade, acolhimento e amor… um amor que não dura nem o almoço feito com as sobras da ceia no dia seguinte. Não estou falando de educação e polidez com as pessoas e nem de uma mudança real de comportamento. Estou falando de máscaras que muitas vezes não se sustentam nem a duração da festa e logo já estão se despedaçando, causando desconforto.
Os conflitos nas festas de fim de ano são muito mais comuns do que se possa imaginar, especialmente no âmbito familiar. Uma maior intimidade entre os membros junto com o consumo de bebidas alcoólicas em excesso acaba fazendo com que as pessoas ultrapassem os limites do que pode ser dito ou feito. Adivinha? Isso gera transtornos.
Tudo isso junto é desgastante e faz com que muitos desejam se esconder durante as festas de fim de ano. O que deveria ser prazeroso toma o peso das cobranças, das altas expectativas e da perfeição. Será que é possível reencontrar as pessoas e celebrar de forma mais saudável?
7 dicas para passar pela síndrome de fim do ano com equilíbrio
Sim, é possível manter o equilíbrio, contornando a síndrome de fim de ano. Veja estas dicas:
1 - Não se cobre tanto. No primeiro dia do ano você disse tantas coisas, né? Correr a primeira maratona, mudar de casa, fazer uma pós-graduação, aprender um novo idioma, ler um livro por mês… e quando chega o final do ano, você olha para aquela lista e percebe que fez pouco ou nada. Minha sugestão é uma lista do que foi feito. Eu não corri minha primeira maratona (de novo), mas na média, participei de uma corrida por mês. Na verdade, chegar vivo e saudável ao final de um ano já é bater uma grande meta. Penso que é muito mais efetivo e cuidadoso com nós mesmos olhar para essa lista e ver o que realmente corresponde aos nossos desejos, perceber em que ponto estamos para alcançá-los e recalcular a rota, se necessário.
2 - Tente manter algumas rotinas. Fazer as refeições próximo aos horários de costume. Dormir bem é sempre importante, afinal o corpo precisa de descanso. Gosta de fazer caminhada pela manhã? Não deixe de fazer seus exercícios físicos. Podem parecer coisas simples mais, elas ajudam a equilibrar corpo e emoções.
3 - Planeje a agenda. Entre às 16h e 18h, querer cortar o cabelo, comprar presentes, entregar o relatório e ir à festinha do filho na escola é, no mínimo, convidar o estresse para fazer parte do seu dia. O trânsito fica mais lento; as lojas estão cheias; todos estão com pressa como você. Grandes chances de você não conseguir fazer a metade e se sentir mal por isso. É preciso priorizar e aceitar que algo vai ficar de fora ou ficar para outro dia. Tente colocar compromissos que ocorrem na mesma região para o mesmo dia e evite com isso grandes deslocamentos pela cidade. O trânsito é um grande ladrão de tempo.
4 - Viva o aqui e agora. Não é momento de trazer assuntos mal resolvidos do passado. O ano tem 365 dias, com certeza deve ter um dia mais apropriado para isso. Aproveite para se conectar ou reconectar com as pessoas que estão ali no presente.
5 - Beba com moderação. O excesso de álcool pode provocar situações muito desagradáveis e que trazem aquele arrependimento junto com a ressaca no dia seguinte. Isso sem contar com acidentes e o efeito prejudicial à saúde.
6 - Beba água. Muitas pessoas esquecem de beber água nas festas de fim de ano. Elas bebem refrigerantes, sucos, coquetéis, cerveja, vinho… mas esquecem da água. Isso mesmo: água pura e em quantidade adequada para evitar dor de cabeça, prisão de ventre, ressaca, entre outros.
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8 - Estabeleça limites. “Quando vem o bebê?”, “Você não acaba nunca esse mestrado?”, “Mas por que você está solteira?”, “Você ainda não saiu daquele emprego?". Quem nunca ouviu uma dessas perguntas daquela pessoa que você só encontra uma vez por ano no Natal? Talvez este seja o maior desafio das festas de fim de ano: mostrar educadamente que você não tem que responder essas perguntas. Se você não colocar o seu limite, tenha certeza que sempre vai aparecer perguntas cada vez mais invasivas. Entenda também seus limites perante certos compromissos. Se está gerando mais desconforto e desgaste emocional do que satisfação, talvez seja melhor não comparecer e manter sua paz.
Espero que com essas dicas você possa lidar bem com a ‘dezembrite’ e ter encontros mais significativos para fortalecer suas conexões familiares, profissionais e de amizade.
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